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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

NOTICIAS MDL SUSTENTAVEL - Brasil terá seguro para créditos de carbono

Oportunidade verde (Revista AE)

 

Se algumas empresas trabalham para se adequar a nova realidade que se desenha no mundo dos negócios, outras já saem na frente porque estão nascendo com um novo olhar incorporado e aproveitando as novas oportunidades que se abrem com o engajamento de pessoas, governos e do setor privado. Leia mais

 

Bioenergia: impactos sobre o clima (Revista AE)

 

Expansão sustentável da produção de etanol exige avaliações precisas sobre as mudanças no uso do solo em áreas que passam a ser ocupadas por culturas voltadas à geração de bioenergia, avaliam especialistas. Leia mais

 

Brasil terá seguro para créditos de carbono (Valor Econômico)

Em parceria com a Munich Re, maior resseguradora do mundo, a Fator Seguradora está lançando um seguro para projetos de crédito de carbono e instrumentos de redução de gases de efeito estufa.

A apólice cobre a perda de receita caso o projeto não gere os créditos de carbono previstos e comercializados.

O Brasil é o terceiro país com o maior número de projetos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), instrumento criado pelo Protocolo de Kyoto que traz a possibilidade de utilização de mecanismos de mercado para que os países desenvolvidos possam cumprir seus compromissos de

Cidades sustentáveis serão uma das principais discussões na Rio+20 (Jornal do Brasil)

 

O presidente da Câmara de Desenvolvimento Sustentável da prefeitura do Rio de Janeiro, o economista Sergio Besserman, quer estimular a mobilização e participação da cidade, principalmente dos jovens, na Conferência das Nações Unidas sobre ...Leia mais...

 

 

EVENTOS

Mudanças Climáticas: na agenda da economia (Revista AE)

Synergia Editora lança na terça-feira, 4 de outubro, no Rio de Janeiro, livro que avalia o grau de influência das mudanças do clima na agenda de desenvolvimento do Brasil. Estudo é inspirado no Relatório Stern

Mudanças climáticas em questão (Ambiente&Energia)

 

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de 2011, que acontecerá de 17 a 23 de outubro, vai colocar em debate o tema "Mudanças climáticas, desatres naturais e prevenção de risco" para difundir conhecimentos sobre a questão. Leia mais

 

 

Seminário discute como créditos de carbono podem ajudar reserva Tembé (PA)

 

Créditos de carbono garantem preservação da floresta – Há dois anos, o Poema discute com os indígenas mecanismos de promoção do desenvolvimento local a partir da redução da degradação ou a partir da preservação da floresta.  Leia mais

 

 

domingo, 2 de outubro de 2011

MIT APRESENTA PROTÓTIPO DE CASA DE US$ 6.000

O Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) apresentou, em meados de setembro, um protótipo de uma casa que pode ser construída a um custo de US$ 6.000 (cerca de R$ 10.000). Apelidado de “Pinwheel House” (Casa Cata-Vento), o projeto ainda está acima da meta do instituto, que é criar uma casa de US$ 1.000 (R$ 1.800). Desenvolvida por Ying chee Chui, pós-graduada pelo Departamento de Arquitetura do MIT, a Casa Cata-Vento tem uma estrutura modular, com aposentos retangulares cercando um pátio interno. O objetivo do desafio da “Casa 1K” é criar habitações de baixo custo para áreas de desastres naturais. Feita de paredes ocas de tijolo com barras de ferro para reforço e vigas de baixas de madeira, espera-se que seja capaz de resistir a terremotos de magnitude 8,0.

 

A inspiração do projeto foi outro desafio lançado previamente pelo MIT, da criação de um laptop de US$ 100. A casa projetada por Chui foi uma de 13 criadas no workshop original do programa, realizado em 2009. O protótipo ficou mais caro que o previsto no projeto original de 2009 – que estava orçado em US$ 4.000 – por conta da área, de 74,3 metros quadrados. O plano inicial era de uma casa de 46,4 metros quadrados. A arquiteta diz que a construção de um grande número de Casas Cata-Vento simultaneamente poderia reduzir bastante o custo unitário.

 

Em nota distribuída pelo MIT, Chui destaca o caráter modular de seu projeto. “O módulo pode ser duplicado e girado, e então temos uma casa”, disse. “A construção é fácil, porque sabendo fazer um só módulo, sabe-se fazer toda a casa”.

 

O professor de design arquitetônico do MIT Yung Ho Chang disse que o protótipo ficou à altura do projeto, “com boa iluminação e ventilação”. Chang destaca a utilidade do conceito para áreas atingidas por catástrofes, em situações como logo após um terremoto ou um tusnami.

 

Ele diz que o período imediatamente posterior a um grande desastre costuma ser marcado por grandes desperdícios, enquanto as autoridades buscam a melhor forma de acolher os desabrigados. Casa simples e baratas construídas segundo um gabarito pré-existente poderiam permitir uma reconstrução mais rápida e barata, acredita. O desafio de chegar a uma casa de US$ 1.000 continua em aberto, no entanto.

(Fonte: Redação TN)

 

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

NOTICIAS MDL SUSTENTAVEL

Durban não deve ser o cemitério de Kyoto, afirma Kumi Naidoo

Precisamos ter um tratado justo, ambicioso e vinculante. leia mais

 

 

Um novo conceito de mundo e de negócios

A adoção dos novos paradigmas da sustentabilidade implica acrescentar ao significado o conceito da desconstrução do produto, após sua vida útil, e a reinserção dos materiais básicos no ambiente, de modo a que não venham a se transformar em ônus para a sociedade. leia mais

 

 

PESQUISA & INOVAÇÃO

 

Seminário debate apoio e cooperação em C&T entre Brasil e União Europeia

Evento é promovido pelo CNPq, pela Delegação da União Europeia na capital federal e pelo Conselho Europeu de Pesquisa.leia mais

SBPC e ABC defendem recursos para C,T&I e educação na partilha dos royalties do pré-sal
Petição pública está disponível online e será encaminhada à Presidência da República, parlamentares e ministros. leia mais

 

 

EVENTOS

 

GREENMEETING – Participação gratuita. Inscrições abertas. www.greenmeeting.org E-mail: secretaria@greenmeeting.org

Local do evento: Museu Nacional da República, na Esplanada dos Ministérios em Brasília DF.

Começa na próxima terça-feira dia 20 de setembro, em Brasília, o XI Encontro Verde das Américas, o “Greenmeeting”, onde importantes lideranças estarão debatendo temas relacionados ao meio ambiente e ao desenvolvimento sustentável, local e global. Personalidades comprometidas com o desenvolvimento sustentável e o equilíbrio sócio-ambiental do planeta apresentam, durante os três dias do Encontro, temas de importante relevância, exibindo o resultado de pesquisas, experiências, estudos científicos e experimentações em várias partes do mundo, buscando solucionar os graves problemas sócio-ambientais que afligem a humanidade. Um dos painéis será apresentado por um jovem de 17 anos, o Elano Gomes Ferraz, criador da Rede PECA de proteção ambiental, enfatizando a importância da participação dos jovens na solução dos problemas ambientais. A Alternativa para construções ecologicamente corretas é a proposta de Márcio Albuquerque Buson, que desenvolve pesquisas e trabalhos com a Arquitetura de Terra, Sistemas Construtivos Sustentáveis, Bioconstrução e Bioarquitetura da UNB. Estes e muitos outros temas tornam o Greenmeeting um evento de suma importância para estudantes, tecnólogos, governantes, executivos em gestão ambiental, ambientalistas, imprensa comprometida com a preservação e sustentabilidade e cidadãos conscientes. Com os nossos melhores cumprimentos, Atenciosamente, Coordenação Geral do Greenmeeting 2011 Tel. (61)3033.3654

 

Editoras de Revistas Cientificas na berlinda

“Para obter o conhecimento pelo qual já pagamos, devemos renunciar a nossas posses em benefício dos senhores da sapiência” (George Monbiot)

As editoras de revistas científicas foram objeto de uma polêmica inflamada na internet durante a semana que passou. A discussão foi desencadeada por uma coluna do ambientalista George Monbiot no jornal The Guardian, que as definiu como “os capitalistas mais impiedosos do mundo ocidental” e as acusou de violar o direito humano de acesso ao conhecimento. A mais ácida das reações despertadas pelo artigo veio de um editor do grupo Nature, para quem Monbiot usou argumentos simplistas e ignorou mudanças recentes do mercado editorial.

O conhecimento científico é veiculado atualmente na forma de artigos publicados em revistas especializadas. As editoras responsáveis por esses periódicos recebem os artigos de pesquisadores, encaminham-nos para a revisão de especialistas e publicam aqueles que forem aprovados.

Algumas revistas são mantidas por sociedades científicas ou por universidades, mas há também aquelas editadas por organizações privadas que buscam o lucro com a sua publicação. As maiores editoras pertencem a esse grupo: as três mais importantes – Elsevier, Springer e Wiley-Blackwell – respondem por 42% do mercado da publicação científica, segundo dados de Monbiot. E são justamente elas o objeto das críticas incisivas de seu artigo.

O ambientalista britânico não economizou bile ao caracterizar as editoras. Suas práticas monopolistas, escreveu Monbiot, “fazem o Walmart parecer uma mercearia de esquina e Rupert Murdoch um socialista”, referindo-se ao dono de um dos maiores impérios midiáticos do mundo. O monopólio do conhecimento exercido pelas editoras é comparado por ele aos laços de suserania e vassalagem da Idade Média e descrito como “parasitismo econômico”.

O maior foco dos ataques de Monbiot é a ganância das editoras. Elas cobram caro – até 42 dólares por um único artigo científico – por um produto que lhes custa muito pouco, alegou o articulista. De fato, nem os autores nem os revisores dos artigos publicados e rejeitados são remunerados. Isso explicaria, prossegue ele, os lucros astronômicos desses empreendimentos. Em seu balanço de 2010 divulgado on-line, a Elsevier alegou ter tido um lucro operacional de 847 milhões de euros, ou 36% de sua receita.

Em protesto contra o alto preço individual dos artigos científicos, um internauta publicou, em julho deste ano, um pacote com mais de 18 mil artigos científicos no site de compartilhamento de arquivos The Pirate Bay. “Se eu puder retirar um dólar que seja dos rendimentos ganhos de forma maléfica por uma indústria venenosa que age para suprimir o entendimento histórico e científico, nesse caso qualquer custo pessoal que eu possa ter que pagar terá valido a pena”, escreveu ele para se justificar.

Monbiot enxerga na operação das editoras científicas um monopólio de recursos públicos, já que boa parte da ciência é financiada pela sociedade, por meio de agências governamentais. Para ele, a prática configuraria ainda uma violação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que prevê o direito a participação da sociedade nos avanços da ciência e em seus benefícios. De nada adiantariam, segundo o ambientalista, iniciativas como as revistas de acesso aberto ou repositórios livres como o arXiv – os cientistas não podem se dar ao luxo de deixar de ler os periódicos de acesso fechado, alega ele.

Repercussão


As críticas de Monbiot reverberaram junto ao público do Guardian. Uma leitora escreveu ao jornal para lembrar que, não contentes em não pagar pelo conteúdo que publicam, alguns periódicos de alto impacto cobram taxas variadas dos cientistas para veicular seus artigos. Mas houve também quem relativizasse as críticas: um professor universitário lembrou que muitos centros de pesquisa e agências de fomento exigem de seus pesquisadores que depositem cópias de seus arquivos em repositórios institucionais de livre acesso.

Esse argumento foi lembrado também por Noah Gray, editor do grupo Nature, responsável pela publicação de um dos periódicos de maior prestígio no mundo. Numa réplica ao artigo de Monbiot publicada em seu perfil do Google+ (na qual sequer cita o nome do ambientalista), Gray acusa Monbiot de ter escrito um artigo exagerado, que retoma em tom maniqueísta as mesmas críticas que vêm sendo feitas há anos às editoras científicas.

Ele alegou que Monbiot foi demasiadamente simplista em algumas de suas críticas. “A discussão de que o público paga pela pesquisa é um tanto mais complicada do que a forma como foi descrita no artigo”, escreveu. Gray lembrou ainda que seu grupo editorial – que responde por cerca de 1% do mercado e não foi citado nominalmente no artigo do Guardian – edita algumas publicações de acesso aberto e disponibiliza gratuitamente artigos para leitores de países em desenvolvimento. O grupo Nature, acrescentou, tem adotado também medidas de flexibilização das formas de pagamento, notadamente em seus aplicativos para dispositivos móveis. “O autor do artigo poderia ter dado um telefonema para saber mais sobre essas estratégias se assim o desejasse”, provocou o editor. “Aparentemente, não foi o caso.”

A discussão sobre o acesso ao conhecimento científico ferve na Europa e nos Estados Unidos. No Brasil, o debate não alcançou a mesma temperatura, muito porque o acesso à literatura técnica é subsidiado pelo governo por meio do Portal de Periódicos da Capes, que representa para os contribuintes um custo anual da ordem de 40 milhões de dólares. Ainda assim, a iniciativa beneficia apenas os cientistas ligados a universidades ou centros de pesquisa e exclui os pesquisadores independentes. Como lembrou um leitor do Guardian, falando noutro contexto, “quem quer que não seja um membro de uma universidade está excluído do debate acadêmico”.

 Leia também:

Raio-X da ciência aberta

Presságio do futuro

Fonte/Link: http://origin.revistapiaui.estadao.com.br/blogs/questoes-da-ciencia/geral/editoras-na-berlinda



segunda-feira, 12 de setembro de 2011

PROJETO BIOREDES - Resíduos Sólidos, Reciclagem e Catadores

Resíduos Sólidos, Reciclagem e Catadores (Ambiente & Energia)

Segundo pesquisas fssa, publicada em 28 de junho, mencionei que hoje uma pessoa produz semanalmente 5 quilos de resíduos ou 40,5 toneladas de lixo produzidos ao longo de 75 anos.

Publiquei ainda que em 2010, o Brasil produziu 61 milhões de toneladas de resíduos, 6,9% a mais do que em 2009. Deste montante, apenas 57,6% teve destinação adequada e os 42,4% restantes foram diretamente para o lixão.

Assim, com o advento da Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei 12.305/2010, determinou-se que até 2014 os municípios exterminem os seus lixões. Contudo, após ler os dados do DCI (dci.com.br), percebi que esta meta é quase inalcançável. Segundo o site informativo, 63% dos municípios brasileiros enviam seus resíduos sólidos para lixões, o que contribui para a contaminação do solo e da águas subterrâneas, enquanto apenas 27,68% dão a destinação correta, enviando para aterros sanitários... Leia mais...

Luz canalizada abre novos caminhos para energia limpa (Revista DAE)

Biorreatores para a produção de energia limpa são apenas uma das possibilidades criadas pela união dos nanocanais com a óptica, criando o campo emergente da optofluídica...Leia Mais...

FAPESP investe mais em pesquisa científica (Revista DAE)

Relatório de Atividades 2010 da Fundação, que terá lançamento no dia 14 de setembro, mostra que apoio da FAPESP à ciência paulista cresceu 14,8% em um ano... Leia Mais...

Índice de perda de água tratada no Brasil é elevado (Revista DAE)

o país vem trabalhando há alguns anos com um patamar de perda de água entre 37% e 42%. Leia Mais...

Inovação para a sustentabilidade (Revista DAE)

Os países desenvolvidos e emergentes têm tecnologia para iniciar a virada para a economia verde, ou de baixo carbono. Mas será preciso criar novas tecnologias para completar essa mudança. Leia Mais...

 

 

Links interessantes

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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

INOVAÇÃO DEVE SURGIR NO ESPAÇO ENTRE EMPRESA E UNIVERSIDADE

Resistir é essencial

"Resistam!" Este foi o conselho, em uma palavra, dado pelo ganhador do Prêmio Nobel de Química de 2005, Richard Schrock, aos acadêmicos brasileiros que se vejam pressionados a fazer pesquisa aplicada, sob o argumento de que é preciso suprir um papel no desenvolvimento econômico que não vem sendo desempenhado pelas grandes empresas.

"Na verdade, deve haver três áreas", explicou Schrock. "Os acadêmicos, as indústrias e um intermediário. Pessoas de espírito empreendedor, companhias start-up, possivelmente pessoas que venham da academia, que fazem descobertas e fundam empresas. São essas companhias que podem ser úteis para a indústria".

"A indústria não deve dizer aos acadêmicos o que fazer, isso é loucura", enfatizou Schrock, que dividiu o Nobel de 2005 com Yves Chauvin e Robert Grubbs, pelo desenvolvimento de uma reação, em química orgânica, que encontrou ampla aplicação em processos industriais, tanto na produção de fármacos quanto em outras áreas. "Nós na academia decidimos fazer o que é mais interessante para nós, não para eles".

O pesquisador reconheceu, no entanto, que a pressão para que a universidade encontre soluções rápidas para problemas atuais existe em várias partes do mundo. "Mas esta não me parece a melhor maneira de obter sucesso", ponderou. "Porque isso é só apagar incêndios, não é fazer progresso. Então, o que eu digo é, resistam!"

Distinção honesta

Schrock, que trabalhou na gigante química DuPont, traçou o que chamou de uma distinção "honesta" entre o trabalho de um pesquisador acadêmico e de um cientista contratado pela indústria:

"Companhias querem fazer dinheiro. Esta é a razão de ser delas. Na academia, faz-se ciência porque se acredita que essa é a coisa mais importante. Que avançar as fronteiras da ciência é o mais importante".

O pesquisador fez a ressalva de que "muita coisa boa acontece na indústria", mas lamentou o fim dos grandes laboratórios de ciência básica mantidos por corporações. "Eles não existem mais", declarou, acrescentando que não vê, na passagem por um grande centro industrial, uma etapa "fundamental" na formação de um cientista.

"A ciência acadêmica oferece uma experiência de aprendizado mais forte que a ciência industrial", disse.

Entre as consequências de ter ganhado o Nobel, Schrock mencionou o fato de estar "viajando muito". "As pessoas reconhecem meu nome, minha imagem, e tive a oportunidade de fazer coisas que não tinha tido antes, o que foi uma boa mudança".

Ele disse, no entanto, que as verbas para pesquisa continuam as mesmas.

Papel da universidade é o ensino

Outro ganhador do Nobel de Química, Ei-ichi Neghishi, premiado em 2010, disse que é preciso tomar cuidado para que a universidade não descuide do que, para ele, é sua principal função - o ensino.

"A melhor colaboração que a universidade pode dar ao país é a formação das mentes da nova geração", declarou. "Sem cabeças bem treinadas, não há como haver desenvolvimento, nem mesmo na indústria. Essas cabeças têm de começar, têm de vir da universidade".

O pesquisador acrescentou, porém, que em sua visão as universidades precisam receber algum tipo de orientação externa.

"Conheço muito bem a situação japonesa", disse. "Em minha opinião, as universidades lá não atuaram na área de pesquisa tão bem quando poderiam, ou deveriam. Como todas as organizações, as universidades pedem dinheiro, recebem dinheiro, e as coisas acabam crescendo além de um certo nível", ponderou.

Negishi disse que o Japão está, atualmente, reduzindo o número de suas universidades dedicadas à pesquisa, de 100 para 30. "Não sei se 30 é um bom número. Parece-me uma redução drástica", afirmou, mesmo reconhecendo que um ajuste no sistema japonês era, provavelmente, necessário.

Eliminando plantas e vacas

Para Negishi, o principal desafio atual de sua área de pesquisa - o desenvolvimento de catalisadores para reações orgânicas - está na busca por um meio de capturar gás carbônico da atmosfera e reaproveitá-lo como matéria-prima.

"As plantas fazem isso", disse ele. "Usam a luz do sol para converter CO2 em matéria vegetal, que depois as vacas comem, e transformam, por exemplo, em leite. Talvez seja possível não precisarmos mais desses estágios intermediários, as plantas e as vacas", exemplificou. Em sua opinião, o gás carbônico - cuja concentração na atmosfera, hoje, é tida como principal causa da mudança climática - é um recurso valioso, à espera apenas de um processo químico eficiente para ser aproveitado.

Tendo recebido o Nobel há menos de um ano, o cientista disse que gostaria de voltar para sua vida normal, mas que "ainda tenho que dar o que outras pessoas e outros países esperam, até um certo ponto".

Tanto Schrock quanto Negishi estiveram no Brasil para participar da Escola Avançada de Química, realizada entre 14 e 18 de setembro na Unicamp. Também vieram para a Escola outros dois ganhadores do Nobel de Química, Ada Yonath (2009) e Kurt Wüthrich (2002), além de outros importantes pesquisadores do Brasil e do mundo. (Fonte: Inovação Unicamp - 05/09/2011)

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

I Simpósio Nacional de Biorrefinarias: Cenários e Perspectivas

O I Simpósio Nacional de Biorrefinarias: Cenários e Perspectivas (I SNBr) será realizado na Embrapa, em Brasília, de 29 a 30 de setembro de 2011. O evento, de abrangência nacional, visa tornar-se um fórum periódico de discussão e troca de experiências, por meio da participação dos principais players comprometidos com as biorrefinarias e com tecnologias de suporte, destacando-se os segmentos bioenergético e químico. A organização é da Embrapa Agroenergia, com o apoio da Associação Brasileira de Química (ABQ) e da Sociedade Ibero-Americana para o Desenvolvimento das Biorrefinarias (SIADEB). Em sua primeira edição, o Simpósio buscará diagnosticar o estado-da-arte e os desafios tecnológicos relacionados às biorrefinarias, o que permitirá elaborar propostas técnicas e de estratégias público-privadas para alavancar os potenciais econômico e de sustentabilidade das mesmas, voltados para produção de energia e de produtos químicos renováveis. O público-alvo são empresas, associações e sociedades científicas e setoriais, agências de fomento, órgãos de governo, pesquisadores e profissionais envolvidos no tema.

 

Os assuntos a serem abordados serão: cenários nacionais e mundiais das biorrefinarias, biorrefinarias e o agronegócio, importância da química verde para as biorrefinarias, esforços da Embrapa Agroenergia relacionados ao tema, potencial econômico das biorrefinarias, rotas tecnológicas, parcerias público-privadas, e minimização de impactos ambientais. As biorrefinarias fazem parte da agenda de P&D&I da maioria dos países desenvolvidos e em desenvolvimento, como o Brasil, mobilizando grandes quantias de recursos e esforços públicos e privados voltados para o aproveitamento otimizado da biomassa. Assim, torna-se estratégico para a Embrapa Agroenergia, para seus parceiros e para o Brasil, que os mesmos participem de maneira efetiva nesta nova vertente do agronegócio e da tecnologia mundiais.

Presenças já confirmadas: Braskem, Rhodia, Petrobras Biocombustíveis, Centro de Tecnologia Canavieira, Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM), Raízen, entre outros.

 

Maiores informações poderão ser obtidas pelo e-mail: snbr.cnpae@embrapa.br ou pelo telefone (+55) 61 3448-1581. As inscrições começam a partir do dia 8 de agosto.

 

Palestrantes e Participantes de Mesas-redondas:

Alfred Szwarc, coordenador de tecnologia e emissões da UNICA;

André Bello, gerente de suporte técnico em etanol da PETROBRAS BIOCOMBUSTÍVEIS;

Fernando Leite, professor da Escola de Química da UFRJ e engenheiro de processos aposentado da PETROBRAS;

Francisco Gírio, pesquisador sênior do Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LINEG, Portugal) e presidente da Sociedade Ibero-Americana para o Desenvolvimento das Biorrefinarias (SIADEB);

Helena Chum, pesquisadora do DOE-NREL;

Jaime Finguerut, gerente do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC);

James Clark, professor do Departamento de Química da UNIVERSITY OF YORK (UK);

José Dilcio Rocha, pesquisador da EMBRAPA AGROENERGIA;

José Manuel Cabral, pesquisador e chefe-adjunto de transferência de tecnologia da EMBRAPA AGROENERGIA;

Marcelo Kós da Silveira Campos, diretor de assuntos industriais da Associação Brasiliera das Indústrias Químicas (ABIQUIM);

Marco Aurélio Pinheiro Lima, diretor do CTBE;

Maurício Lopes, pesquisador e diretor de P&D da EMBRAPA;

Paulo Coutinho, diretor de P&D da BRASKEM;

Peter Seidl, professor da Escola de Química da UFRJ e membro da Associação Brasileira de Química (ABQ);

Ronaldo do Nascimento, gerente de P&D da RHODIA POLIAMIDA E ESPECIALIDADES.

 

Formulário de inscrição para dowload: Ficha de inscrição

Programação preliminar do evento: Programação Preliminar

Fonte: http://www.cnpae.embrapa.br/