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quinta-feira, 24 de maio de 2012

SOLUÇÕES CONJUNTAS SÃO A BASE PARA SUCESSO DA RIO+20

Nesta terça-feira (22), durante o debate ‘O Caminho para a Rio+20 e Além’, organizado pela Assembleia Geral das Nações Unidas, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, criticou o ritmo atual das negociações e pediu agilidade no processo de discussão do texto final para a Rio +20.

 

Ele listou sete pontos importantes para o desenvolvimento sustentável: emprego decente, sendo que 80 milhões de jovens entram para a busca de trabalho anualmente; segurança alimentar e agricultura sustentável, visando zerar a fome; acesso universal a fontes limpas e eficientes de energia; acesso universal a água potável e saneamento; diretrizes para as políticas de preservação e uso sustentável dos oceanos.

 

Outro ponto citado por Ban foi o fortalecimento de instituições que apoiem o desenvolvimento sustentável em todos os níveis (social, econômico e ambiental) e do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

 

Avançar no processo de definição de metas claras e mensuráveis para o desenvolvimento sustentável no período pós 2015, incluindo indicadores, foi o último ponto ressaltado por ele.

 

“A Rio+20 é a nossa chance de fazer progresso em todas estas áreas, enquanto revitalizam-se parcerias globais para o desenvolvimento sustentável – parcerias essenciais com a sociedade civil, autoridades locais e o setor privado”, avaliou o secretário-geral.

 

“Acima de tudo, temos que realizar um replanejamento profundo do atual modelo econômico e apostar em novas políticas de economia verde”, disse Ban.

 

Nassir Abdulaziz Al-Nasser, presidente da Assembleia Geral da ONU, na mesma linha que Ban, enfatizou que duas decisões cruciais estão no caminho para a conferência: metas, os chamados Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), e o enquadramento institucional para o desenvolvimento sustentável de forma que seja estruturado para integrar melhor as três dimensões do conceito (social, ambiental e econômica).

 

O negociador-chefe do Brasil na Rio+20, o embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, levou uma mensagem do Ministro das Relações Exteriores, Antonio Aguiar Patriota. No texto, o país pediu ambição dos estados membros.

 

“Esta é uma oportunidade única para toda uma geração”, enfatizou, citando também a necessidade de medidas em longo prazo, coordenação internacional e investimentos em inovação e educação.

 

“A Rio+20 deve ter grande impacto em como governos lidam com o desenvolvimento sustentável, mas, mais do que isso, nada será alcançado se não inspirarmos a sociedade civil”, escreveu o Ministro.

 

Desafios

 

O Instituto Internacional para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (IIED, em inglês) lançou um desafio aos líderes da Rio +20 com três pontos.

 

Fortalecer o controle local sobre os recursos naturais é o primeiro deles, sendo considerado pelo instituto como a melhor maneira de garantir investimentos robustos no uso sustentável das florestas, da água, dos solos e outros recursos, criando ao mesmo tempo empregos, lucros e modos de vida seguros tanto no campo quanto na cidade.

 

“Quando os governos reconhecem os diretos e organização das comunidades locais, eles incentivam tomadas de decisão em longo prazo e o manejo sustentável de ativos elementares. Esta também é uma opção melhor para investidores externos, já que os lucros precisam ser equilibrados para gerar resultados estáveis em longo prazo”, comentou a diretora do IIED, Camila Toulmin.

 

O segundo ponto colocado pelo IIED são investimentos na resiliência ambiental, econômica e social face aos dados que confirmam um crescimento em eventos como extremos climáticos, preços voláteis dos alimentos e combustíveis e instabilidade financeira.

 

A resiliência a tais choques pode ser construída pelos governos com políticas que priorizem a capacidade adaptativa em longo prazo, atividades econômicas mais diversificadas e um crescimento resiliente climaticamente.

 

“A oferta descentralizada de energia, novas abordagens para a densidade urbana, modelos de negócios inclusivos e maior rastreabilidade nas instituições globais estão entre os tijolos para a construção da resiliência aos choques, que tendem a atingir as comunidades mais pobres e vulneráveis com mais força”, explicou Toulmin.

 

Aplicar valores reais para o meio ambiente e bem-estar humano, visando colocar a sociedade em um caminho mais seguro, é o terceiro desafio lançado pelo IIED.

 

Assim como pesquisadores brasileiros alertaram durante o Viva a Mata, evento realizado em São Paulo no último final de semana, o IIED alerta que atualmente os verdadeiros custos e benefícios ambientais não aparecem nos balanços econômicos, e que usamos o PIB para mensurar o desenvolvimento apesar de saber que ele não reflete o bem-estar humano e pode mascarar os aspectos insustentáveis do crescimento.

 

“Precisamos mudar a forma de mensuração do progresso. O primeiro passo, e o mais urgente, é um preço significativo e crescente do carbono e o fim dos subsídios aos combustíveis fósseis”, ressaltou a diretora.

 

O artigo mostra como o encontro de junho no Rio é uma oportunidade para que os líderes cheguem a um acordo nestas três áreas abrangentes e interconectadas, cujas soluções também estão intimamente ligadas. O IIED fará a apresentação do artigo durante uma conferência no Rio de Janeiro em 16 e 17 de junho.

 

Na próxima semana será realizada em Nova York a última rodada de negociações para o rascunho da Rio+20, cujos documentos mais recentes podem ser lidos online. Fonte: Instituto CarbonoBrasil

ONU pede compromisso concreto na Rio+20 e criação de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

DE 29 DE MAIO A 02 DE JUNHO, NEGOCIADORES TERÃO UMA RODADA EXTRA DE DISCUSSÕES INFORMAIS SOBRE O DOCUMENTO FINAL ‘O FUTURO QUE QUEREMOS’.

 

Funcionários veteranos das Nações Unidas pediram hoje (22/05) que os países assumam compromissos concretos na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que acontecerá de 20 a 22 de junho. E defenderam o estabelecimento de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que equilibrem os três pilares: econômico, social e ambiental. No Debate Temático Informal ‘No Caminho para a Rio+20 e além’, o Presidente da Assembleia Geral da ONU, Nassir Abdulaziz Al-Nasser lembrou que “ainda há decisões fundamentais a serem tomadas”. De 29 de maio a 02 de junho, negociadores terão uma rodada extra de discussões informais sobre o documento final ‘O Futuro que Queremos’.

 

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, reforçou a necessidade de progresso nas negociações. “O mundo está assistindo. Os meios de comunicação estão focados. As pessoas – jovens e velhos – estão exigindo ação. No entanto, o ritmo atual das negociações está enviando todos os sinais errados”, afirmou. “Não podemos deixar que um exame minucioso do texto nos cegue de uma imagem grande. Nós não temos tempo a perder.”

 

Para Ban, “os ODS dariam uma expressão concreta ao renovado compromisso político de alto nível para o desenvolvimento sustentável”.

 

“A Rio+20 é a nossa chance de fazer progresso em todas estas áreas, enquanto revitalizam-se parcerias globais para o desenvolvimento sustentável – parcerias essenciais com a sociedade civil, autoridades locais e o setor privado”, avaliou o Secretário-Geral.

 

Um dos negociadores do Brasil na Rio+20, embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, levou mensagem do Ministro das Relações Exteriores, Antonio Aguiar Patriota. No texto, o País pediu ambição dos Estados-Membros. “A Rio+20 deve ter grande impacto em como governos lidam com o desenvolvimento sustentável, mas, mais do que isso, nada será alcançado se não inspirarmos a sociedade civil”, escreveu o Ministro. “Governos sozinhos podem fazer muito pouco. A sociedade é o ator principal. Temos de trabalhar juntos para assegurar a erradicação da pobreza e que as próximas gerações tenham um futuro sustentável”, afirmou.Fonte: Redação ONU Brasil

 

Evento - Sustentar 2012

 

Fórum lança projeto e entrega prêmio “Construtor de Nação Sustentável”

Projeto visa identificar articuladores em diversos setores da sociedade, com o objetivo de contribuir para a construção de uma nova percepção e realidade, voltada para o desenvolvimento sustentável do país. (Mercado Etico)

 

Tecnologia - IMPRESSORA JAPONESA INOVA NAO USANDO NEM TINTA NEM PAPEL (Mercado Etico)

 

terça-feira, 22 de maio de 2012

OITO DICAS RÁPIDAS DE MANUTENÇÃO DE BICICLETAS

Andar de bicicleta com segurança também requer certos cuidados de manutenção. Assim como os carros, as bikes precisam de pneus sempre calibrados e peças devidamente lubrificadas. Pensando nisso, o blog Eu Vou de Bike listou algumas dicas de como manter a magrela sempre bem cuidada.

 

Pneus

Pneus carecas furam com mais facilidade e deixam sua bicicleta instável. Os ressecados podem se romper. Substitua-os sempre que necessário e calibre-os de acordo com as recomendações do fabricante. Você pode encontrar as medidas de calibragem na lateral do pneu.

 

Rodas

Verifique sempre a centragem dos aros e o estado dos raios. Os cubos devem ser lubrificados periodicamente.

 

Foto: aroid

 

Transmissão

Coroas, catracas, correntes e pedais devem estar sempre lubrificados, mas não exagere para evitar o acúmulo de sujeira e detritos. Use lubrificantes específicos para este fim.

 

Câmbios

Mantenha os câmbios dianteiro e traseiro regulados para maior precisão na troca de marchas e evitar o desgaste prematuro de peças.

 

Freios

Tenha sempre os freios bem ajustados e cheque regularmente o estado das sapatas e cabos.

 

Quadro

Ruídos estranhos podem significar falta de lubrificação ou sujeira. Na pior das hipóteses, pode também haver trincas na estrutura da bicicleta ou problemas junto ao movimento central. Nesse caso, leve-a o mais rápido possível ao mecânico de sua confiança para uma checagem mais detalhada.

 

Guidão

Mantenha apertados os parafusos junto à mesa, ao guidão e manetes, bem como verifique se há folga na caixa de direção. A perda do controle da bicicleta é extremamente perigosa.

 

Reparos

 

Finalmente, se você pedala sozinho ou em grupos organizados, leve sempre um kit básico de sobrevivência para não “ficar na mão”.

Tenha sempre:

  • Uma câmara de ar reserva ou “kit remendo”;
  • Espátulas para retirar o pneu;
  • Bomba de ar (com ou sem indicador de pressão);
  • Chaves com medidas e tipos adequados aos componentes da sua bicicleta;
  • Chave de corrente e elos sobressalentes podem ser muito úteis (principalmente se você é um ciclista que prefere pedalar sozinho).

Fonte: por Redação EcoD

Carta da região Norte rumo à V Plenária Nacional de Economia Solidária

Nós, integrantes do movimento de economia solidária da Amazônia, reunidas/os em Belém do Pará/PA, no dia 04 de Maio de 2012, animadas/os no processo rumo à V Plenária Nacional de Economia Solidária, fizemos um balanço intenso acerca das perspectivas da ECOSOL desde a IV Plenária em 2008. Notamos que houve avanços em muitas frentes, além de desafios e dificuldades.

 

Em termos de avanços podemos elencar os seguintes pontos

 

* Capilarização da economia solidária para o interior dos estados;

* A inserção e integração de diferentes atores nos espaços de discussão e desenvolvimento da Economia Solidária (EES, EAF, PPES e Movimentos Sociais);

* Uma melhor qualificação dos debates e proposições, a partir do intenso processo de formação desenvolvido com e junto as/aos militantes do movimento de economia solidária, abrangendo outros movimentos neste contexto;

* Ampliação do acesso às políticas públicas, devido à criação dos marcos regulatórios em alguns Estados e Municípios;

* Houve uma maior abrangência dos projetos de economia solidária atendendo a todos os Estados;

* Ampliação do acesso às iniciativas de finanças solidárias por meio da implantação dos bancos comunitários e fundos rotativos solidários;

* As iniciativas de comercialização, produção e consumo aparecem mais diversificadas, não se restringido a apenas um segmento;

* A Economia Solidária dialogando com outras políticas e programas através da incidência de Fóruns Estaduais de Economia Solidária;

* A participação massiva de alguns Fóruns Estaduais na elaboração e acompanhamento dos projetos Estaduais e Municipais para o desenvolvimento da Economia Solidária, especialmente nos Estados do Acre, Amazonas, Rondônia e Tocantins.

 

Por outro lado, elencamos alguns desafios:

 

* A necessidade cada vez maior de organização, organicidade e fortalecimento dos Fóruns Estaduais de Economia Solidária, coletivos, redes e do próprio movimento de economia solidária nos Estados e na Região;

* Avançar no marco legal de reconhecimento da Economia Solidária e do direito ao trabalho associado, tanto na Lei Geral como em outras legislações societárias, sanitárias e tributárias.

* Necessidade de ampliação do diálogo, articulação e convergências com outros movimentos sociais, especialmente povos e comunidades tradicionais, mulheres, agroecologia, entre outros;

 

* Necessidade de aprofundar a visão e estratégias para avançar no desenvolvimento que queremos, a partir do mosaico deliberado na IV Plenária (http://tinyurl.com/IVPlenariaEcoSol);

 

* Necessidade de internalizar e praticar os princípios e valores da economia solidária nos fóruns (nos compreendermos como militantes na mesma luta, com nossa diversidade) e na relação com a sociedade civil (unidade e projeto político);

 

* As ações dos fóruns devem estar pautadas pelas práticas da base, especialmente dos empreendimentos;

 

* Necessidade de maior consciência e de fazer um enfrentamento político quanto às ações que vão contra nossos princípios e quanto ao atual modelo de desenvolvimento da região;

 

* Cuidado com a expressão das práticas e iniciativas que se colocam como economia solidária e exploram esta imagem, para garantir que realmente se apresentem com características e princípios da cooperação, solidariedade, democracia e autogestão. Necessidade de incorporar aos processos do movimento as iniciativas autônomas que acontecem fora da capilaridade dos Fóruns.

 

Neste sentido, a questão da sustentabilidade é fundamental para avançarmos no fortalecimento dos Fóruns Estaduais.

 

Conclamamos os Fóruns Estaduais, Municipais e Microrregionais para um grande mutirão para a aprovação e implementação da Lei Geral da Economia Solidaria, que cria a Política, o Sistema e especialmente o Fundo de Economia Solidária, para alcançarmos as metas da Coleta de Assinaturas ainda em 2012.

 

Este é um momento de grande importância política para o movimento de Economia Solidária na região norte, rumo a uma V Plenária Nacional de Economia Solidária que fortaleça nossas lutas e bandeiras, em prol de uma Amazônia que garanta o bem-viver, a cooperação, autogestão e o desenvolvimento territorial, justo e sustentável!

 

Para baixar a carta, acesse: www.fbes.org.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=1565&Itemid=216

segunda-feira, 14 de maio de 2012

PAÍSES DE AL ACUERDAN COMPARTIR INFORMACIÓN SOBRE CAMBIO CLIMÁTICO

El Primer Diálogo Latinoamericano sobre Financiamiento al Cambio Climático y Efectividad del Desarrollo concluyó hoy, en Honduras, después de tres días de sesiones, con el compromiso de los países de la región de reforzar los intercambios de información sobre el problema ambiental.

 

Las políticas adoptadas en el encuentro "son vitales para facilitar el acceso a la información que los países necesitan para el diseño e implementación de políticas públicas frente a los retos urgentes del cambio climático", dijo la integrante de la Dirección General para el Desarrollo y Cooperación de la Comisión Europea, Catherine Ghyoot.

 

La delegación en Honduras dijo que como resultado de este primer diálogo regional se espera articular un plan de acción para América Latina y el Caribe, el cual permita fortalecer la coordinación entre los países y forjar acciones conjuntas en este tema.

 

El foro comenzó el miércoles en el municipio de Tela con representantes de una veintena de países y el auspicio de la Unión Europea, en cuyos debates se buscó compartir experiencias y delinear acciones conjuntas frente al cambio climático.

 

El gobierno de Honduras fue el anfitrión y organizador del diálogo, al cual asistieron funcionarios de la cooperación internacional y agencias gubernamentales.

El foro fue impulsado por el programa regional de cooperación de la Comisión Europea para América Latina (Euroclima), enfocado a mejorar el conocimiento de los líderes que toman decisiones sobre el tema.

 

El director de Asistencia Técnica de Euroclima, Jan Karremans, dijo que el objetivo es conocer de primera mano los eventos de cambio climático en los países e informar sobre las oportunidades de financiamiento para proyectos de adaptación y mitigación.

 

Por su parte, la integrante de la Dirección General Acción para el Clima de la Comisión Europea, Stefan Agne, señaló que el nivel de la temperatura promedia del planeta ha aumentado alrededor de 0,8 grados Celsius, lo cual ocasiona eventos climáticos extremos y más frecuentes.

 

Una de las conclusiones del diálogo fue reforzar los intercambios de información y conocimientos entre los gobiernos latinoamericanos que participan en el programa Euroclima.

 

El próximo foro está programado para octubre de 2012, cuando se presentará un balance regional del programa, se compartir los resultados logrados en los componentes socio-económico y biofísico, así como el de los estudios temáticos que están en desarrollo.

FUNDO CLIMA VAI INVESTIR MAIS DE 390 MILHÕES EM PROJETOS DE MITIGAÇÃO

O Fundo Clima investirá R$ 390 milhões em projetos de mitigação de efeitos das mudanças climáticas e preservação ambiental. O valor disponível para este ano é 70% superior ao destinado em 2011, de R$ 230 milhões. Para operar a alocação desses recursos, o Ministério do Meio Ambiente divulgou na sexta-feira (27), por meio da Secretaria de Mudanças Climáticas, o Plano Anual de Aplicação de Recursos (PAAR 2012) do Fundo. O relatório, disponível no portal do MMA, detalha as linhas de financiamento e projetos com carteiras de crédito disponíveis de acordo com as necessidades de cada setor.

 

O PAAR é elaborado anualmente pelo Ministério do Meio Ambiente, aprovado pelo Comitê Gestor do Fundo Clima e deve conter informações sobre andamento dos projetos em execução, orçamento destinado e recursos disponíveis para aplicação. Além do detalhamento das prioridades gerais e específicas para o ano, detalhamento das modalidades de seleção, formas de aplicação e limites dos recursos alocados, bem como o limite de despesas para pagamento do agente financeiro.

 

“Para elaborarmos a proposta de aplicação dos recursos disponíveis ouvimos sugestões do Comitê Gestor e entidades públicas e privada”, destaca o gerente do Fundo Clima, Marcos Del Prette. Ele explica, ainda, que o PAAR também foi objeto de discussão prévia com vários parceiros e agentes interessados, com oficinas setoriais com as diretorias do Ministério do Meio Ambiente envolvidas na questão.

 

Também participaram das discussões representantes do Grupo Executivo sobre Mudança do Clima e do Comitê Gestor, antes de ser submetido à plenária e aprovado pelo mesmo Comitê Gestor do Fundo Clima.

 

Setores – Os recursos do Fundo Clima podem ser direcionados à ações e projetos ligados ao combate ao desmatamento dos biomas brasileiros, geração e distribuição de energia elétrica, agropecuária, produção de carvão vegetal e melhoria dos processos na siderurgia, transporte público urbano e sistemas modais de transportes interestadual de carga e passageiros, indústria de transformação e bens de consumo duráveis, indústrias químicas, fina e de base, indústria de papel e celulose, mineração, indústria da construção civil, serviços de saúde.

 

O fundo também apoia ações estratégicas relacionadas às elaboração da estratégia nacional de adaptação às mudanças climáticas e aos seus efeitos, áreas susceptíveis à desertificação (incluindo o combate à seca e uso responsável dos recursos hídricos), zona costeira, sistemas de prevenção e alerta de desastres naturais. (Fonte: Sophia Gebrim/ MMA)

CALIFÓRNIA DÁ PASSO PARA LIGAR MERCADO DE CO2 A QUEBEC

Nesta quarta-feira, a Califórnia lançou um projeto atualizado de suas regulamentações de cap-and-trade, que pela primeira vez inclui termos que ligariam seu mercado de carbono a um esquema similar da província canadense de Quebec.

 

Os termos do projeto pedem uma aceitação mútua dos instrumentos de conformidade, como permissões e créditos de compensação, entre as duas jurisdições.

Também pedem um registro comum de permissões e leilões, e incluem disposições para rastrear as permissões, disposições que são projetadas para aumentar a segurança do mercado.

 

A diretora do Conselho de Recursos do Ar da Califórnia (ARB), Mary Nichols, disse que o programa de cap-and-trade da Califórnia sempre foi projetado para se ligar a outros sistemas, e afirmou que um mercado maior beneficiaria o estado.

 

“O simples fato de que estamos aumentando o número de permissões que são comercializáveis, que há mais partes regulamentadas para comercializar, um maior número de créditos potencialmente disponíveis... todas essas coisas são benefícios na visão da Califórnia”, declarou Nichols durante uma entrevista por telefone na quarta-feira.

 

Ela disse que se ligar a Quebec também estabelece bases para que outras parcerias regionais e mesmo nacionais se unam ao esforço de combater as mudanças climáticas e promover a energia limpa.

 

“Isso manda uma mensagem forte para os dois governos nacionais de que agora é o momento para apoiar a inovação, a eficiência energética e o desenvolvimento das tecnologias limpas”, afirmou ela.

 

Impacto no preço

 

É incerto qual impacto a ligação com Quebec, que abordará cerca de 16% da quantidade de emissões de gases do efeito estufa (GEEs) da Califórnia, terá nos preços de carbono.

 

Uma análise da Barclays em fevereiro indicou que os preços das permissões de carbono da Califórnia (CCAs) na verdade aumentariam se as jurisdições fossem ligadas.

 

Mas Nichols declarou que a própria análise do ARB mostrou que a ligação não teria um efeito perceptível nos preços, já que as entidades abrangidas usariam todos os créditos permitidos sob o programa.

 

“Mesmo se sob o cenário de pior caso houver uma pequena diferença no preço, isso significaria que investidores de fora da Califórnia estariam vindo e gastando o dinheiro para fazer reduções aqui a fim de obter permissões”, disse ela.

 

“Então a Califórnia se beneficia de qualquer forma do fluxo de caixa”, afirmou ela.

 

Créditos

 

Quebec ainda tem que lançar suas regulamentações sobre os créditos de compensação, e alguns no mercado temem que a jurisdição possa não aceitar créditos dos quatro tipos de projetos aprovados na Califórnia – silvicultura, vegetação urbana, substâncias que destroem o ozônio e metano agrícola.

 

Nichols minimizou essas preocupações e declarou que as regulamentações de créditos de Quebec estavam a caminho de serem lançadas antes de uma votação em 28 de junho sobre os termos de ligação.

 

Ela disse que não partilhava das preocupações dos que afirmam que o estado poderia ficar com poucos créditos de carbono durante o primeiro período de cumprimento.

 

“Não estamos preocupados com o primeiro período de cumprimento (2013-2014), estamos bem confiantes de que há uma oferta adequada para isso”, afirmou ela.

 

“Depois de 2015 realmente temos algumas preocupações, mas não acho que ninguém desenvolverá projetos até chegarmos a esse primeiro leilão, então isso é secundário agora.”

 

Ela declarou que não tinha certeza se protocolos adicionais de créditos seriam aprovados neste ano para o cumprimento do programa.

O ARB sugeriu que os protocolos que reduzem emissões da gestão de arroz, assim como os que reduziriam emissões de metano que escapam de dutos de gás natural, poderiam ser adotados pelo estado.

 

“Há alguns [tipos de projetos] que têm sido trabalhados e estão sendo revistos em pontos que podem ser abordados pelo conselho antes do final do ano. Mas estamos tentando não nos fixar a um cronograma arbitrário”, disse ela.

 

A Califórnia receberá comentários para proposta de quarta-feira nos próximos 45 dias, antes que os reguladores votem em uma versão final, em 28 de junho.