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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Papel regravável usa luz em vez de tinta

Papel regravável usa luz em vez de tinta: O material pode ser apagado e reimpresso múltiplas vezes, evitando o desperdício de papel.



Materiais Avançados

Papel regravável usa luz em vez de tinta

Redação do Site Inovação Tecnológica - 04/12/2014
Papel pode ser reescrito com luz várias vezes
O "papel" de escrever por enquanto é de plástico, mas a equipe já está trabalhando em uma versão mais barata.[Imagem: Yin Lab/UC Riverside]
Escrita com luz
Borrachas apagam razoavelmente o que você tenha escrito sobre uma folha de papel, mas ninguém costuma apagar tudo o que foi escrito ou impresso para utilizar novamente o mesmo papel para outra finalidade.
Wenshou Wang e seus colegas da Universidade da Califórnia estão tentando evitar esse gesto tão comum de imprimir, ler e jogar as folhas de papel usadas no lixo.
Wang criou uma tecnologia que permite que a mesma folha seja reescrita ou reimpressa diversas vezes. E ele fez isso com base em um princípio inusitado: em vez de usar tinta para imprimir ou escrever, usa-se luz.
A técnica baseia-se na propriedade de mudança de cores de produtos químicos comerciais chamados corantes redox.
O corante forma a camada de escrita ou impressão do papel. A impressão é feita com luz ultravioleta para embranquecer o corante, com exceção das porções que formam o texto sobre o papel.
O protótipo do papel regravável pode ser apagado e escrito cerca de 20 vezes sem perda significativa em contraste ou resolução.
"Este papel regravável não exige tintas adicionais para impressão, tornando-se econômica e ambientalmente viável," disse o professor Yadong Yin, cuja equipe já havia desenvolvido uma técnica para uma impressão sem tinta com cores naturais.
Papel é melhor
A impressão permanece estável por vários dias, esmaecendo aos poucos pela reação do corante com o oxigênio do ar. O papel pode ser totalmente apagado em 10 minutos com um aquecimento leve.
A equipe criou versões em azul, vermelho e verde, usando os corantes redox disponíveis no comércio: azul de metileno, vermelho neutro e verde ácido. Além dos corantes, a camada de "tinta" recebe nanocristais de óxido de titânio e um agente espessante chamado HEC (hidroxietil celulose).
O corante que muda de cor pode ser aplicado em diversos materiais flexíveis, incluindo vários tipos de plástico e até vidro. Agora a equipe está trabalhando em uma técnica para aplicá-lo sobre papel mesmo.
Bibliografia:

Photocatalytic colour switching of redox dyes for ink-free light-printable rewritable paper
Wenshou Wang, Ning Xie, Le He, Yadong Yin
Nature Communications
Vol.: 5, Article number: 5459
DOI: 10.1038/ncomms6459

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

PROJETO "CAVALO DE LATA" SUBSTITUI ANIMAIS DE CATADORES POR VEÍCULO ELÉTRICO

19 de Novembro de 2013 • Atualizado às 11h00 ideia do proSensibilizado com as condições precárias enfrentadas pelos catadores de materiais recicláveis e por animais, que são frequentemente utilizados para transportar pesos excessivos por longos períodos sem descanso, Jason Duani Vargas, engenheiro de produção, desenvolveu o Projeto Cavalo de Lata, um veículo elétrico urbano para coleta seletiva, capaz de carregar até 500 kg.

Criado no final do ano de 2012, o protótipo foi montando a partir de peças de motos e bicicletas sobressalentes nas oficinas mecânicas das proximidades (o que facilita sua manutenção), é ligado a um kit de seis baterias, pode ser recarregado em rede elétrica caseira e tem capacidade para circular por 60 quilômetros numa velocidade aproximada de 25 km/h.

O automóvel movido por eletricidade não emite poluição e consome de dois a seis centavos por quilômetro rodado. Além disso, ainda conta com cintos de segurança, lâmpadas de LED, freios a disco, sinalizadores laterais e faixas reflexivas, seguindo as medidas determinadas pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

No entanto, apesar de beneficiar a saúde dos profissionais que atuam na coleta de reutilizáveis e reduzir o número de bichos que sofrem por maus-tratos, o veículo precisa de apoio para ser produzido e, finalmente, implantado no cotidiano das cooperativas de catadores de lixo. Por isso, o projeto foi colocado na plataforma de financiamento Catarse, com doações a partir de 10 reais. “Se não alcançarmos a meta, os valores serão devolvidos”, afirma o criador do Cavalo de Lata. Veja aqui como apoiar por meio do Catarse ou acompanhar as novidades através da Fanpage.

 

domingo, 20 de outubro de 2013

CASAL VIAJA 45 MIL KM COM VEÍCULO MOVIDO A ÓLEO DE COZINHA

Casal viaja 45 mil km com veículo movido a óleo de cozinha


Óleo de cozinha abastece a caminhonete utilizada na expedição
Fotos: Divulgação

O casal chileno Carola Teixido e Víctor Millán resolveu inovar na viagem de férias: transformou o retorno do Alasca em uma aventura sustentável. Por quê? Eles embarcaram em uma expedição de 45 mil quilômetros a bordo de uma caminhonete abastecida com óleo de cozinha doado por restaurantes ao longo do caminho.

Para divulgar toda a aventura, o casal criou o blog Upa Cahlupa

A iniciativa do casal era um desejo antigo, que foi impulsionado quando Víctor foi demitido do emprego e resolveu sair pela estrada com sua esposa. Segundo ele, o dinheiro não é o item mais limitador para a viagem - apesar de não serem ricos, eles perceberam que precisavam avaliar outros pontos que valiam mais do que os recursos financeiros.

Um desses quesitos foi o combustível, que foi escolhido na intenção de poupar dinheiro com gasolina, além de pontos como a redução das emissões de gases poluentes e a reciclagem do produto (cerca de seis mil litros até chegarem a Patagônia). O veículo utilizado foi uma Ford F250 Powerstroke 7.3 - equipada com um compartimento para óleo reciclado e outro para diesel, em casos de emergência.

Para converter o resíduo em combustível a caminhonete possui um sistema composto por bombas, filtros e aquecedores, pois o óleo tem uma textura mais viscosa que o diesel, precisa ser filtrado e estar quente antes de ir para o motor. Além disso, ela é equipada com um painel solar, que ilumina a parte interna do veículo, carrega os gadgets e é usado para ouvir as músicas durante a viagem.

No sentido de divulgar toda a aventura, o casal criou o blog Upa Cahlupa. Eles estavam no Canadá até o fechamento deste post, e já percorreram cerca de 9.300 km - quase 8 mil feitos com o óleo doado e reutilizado