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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

FUTURO DO UNIVERSO PODE ESTAR INFLUENCIANDO O PRESENTE

Quando se pensa o Universo a partir das leis da mecânica quântica começam a fazer sentido algumas ideias aparentemente inconcebíveis
Influências do futuro sobre o passado
Uma reformulação radical da mecânica quântica sugere que o Universo tem um destino definido, e que esse destino já traçado volta no tempo para influenciar o passado, ou o presente.

É uma afirmação alucinante, mas alguns cosmólogos já acreditam que uma reformulação radical da mecânica quântica, na qual o futuro pode afetar o passado, poderia resolver alguns dos maiores mistérios do universo, incluindo a forma como a vida surgiu.

E, além da origem da vida, poderia ainda explicar a fonte da energia escura e resolver outros enigmas cósmicos.

O que é mais impressionante é que os pesquisadores afirmam que recentes experimentos de laboratório confirmam de forma dramática os conceitos que servem de base para esta reformulação.

Recentemente, cientistas descobriram uma
conexão surpreendente entre fenômenos quânticos. [Imagem: Adaptado de Chanchicto/Wikimedia]

Ordem oculta na incerteza

O cosmólogo Paul Davies, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, está iniciando um projeto para investigar que influência o futuro pode estar tendo no presente, com a ajuda do Instituto FQXi, uma entidade sem fins lucrativos cuja proposta é discutir as questões fundamentais da física e do
Universo.

É um projeto que vem sendo acalentado há mais de 30 anos, desde que Davies ouviu falar pela primeira vez das tentativas do físico Yakir Aharonov para chegar à raiz de alguns dos paradoxos da mecânica quântica.

Um desses paradoxos é o aparente indeterminismo da teoria: você não pode prever com precisão o resultado de experimentos com uma partícula quântica; execute exatamente o mesmo experimento em duas partículas idênticas e você vai obter dois resultados diferentes.

Enquanto a maioria dos físicos que se confrontaram com esse problema concluíram que a realidade é, fundamentalmente, profundamente aleatória, Aharonov argumenta que há uma ordem oculta dentro da incerteza. Mas, para entender sua origem, é necessário um salto de imaginação que nos leva além da nossa visão tradicional de tempo e causalidade.

Em sua reinterpretação radical da mecânica quântica, Aharonov argumenta que duas partículas aparentemente idênticas comportam-se de maneiras diferentes sob as mesmas condições porque elas são fundamentalmente diferentes. Nós apenas não detectamos esta diferença no presente porque ela só pode ser revelada por experiências realizadas no futuro.

"É uma ideia muito, muito profunda", diz Davies.

Consequências presentes do futuro

A abordagem de Aharonov sobre a mecânica quântica pode explicar todos os resultados normais que as interpretações convencionais também conseguem, mas tem a vantagem adicional de explicar também o aparente indeterminismo da natureza.

Além do mais, uma teoria na qual o futuro pode influenciar o passado pode ter repercussões enormes e muito necessárias para a nossa compreensão do universo, diz Davies.

Os cosmólogos que estudam as condições do início do universo ficam intrigados sobre o porquê do cosmos parecer tão idealmente talhado para a vida.

Mas há também outros mistérios: Por que é que a expansão do universo está se acelerando? Qual é a origem dos campos magnéticos visto nas galáxias? E por que alguns raios cósmicos parecem ter energias impossivelmente altas?

Estas questões não podem ser respondidas apenas olhando para as condições passadas do universo.

Mas talvez, pondera Davies, se o cosmos já tem definidas algumas condições finais nele próprio - um destino -, então isto, combinado com a influência das condições iniciais estabelecidas no início do universo, pode perfeitamente explicar estes enigmas cósmicos.

Aharonov já teve ideias menos extravagantes, como a
aplicação da nanotecnologia à água. [Imagem: Katsir et al.]

Testando a flecha do tempo
É uma ideia muito boa - embora extremamente estranha.

Mas haveria alguma maneira de verificar a sua viabilidade? Dado que ela invoca um futuro ao qual ainda não temos acesso como causa parcial do presente, isto parece ser uma tarefa impossível.

No entanto, testes de laboratório engenhosamente inventados recentemente colocaram o futuro em teste e descobriram que ele poderia realmente estar afetando o passado.

Aharonov e seus colegas previram há muito tempo que, para certos experimentos quânticos muito específicos, realizados em três etapas sucessivas, o modo como a terceira e última etapa é realizada pode mudar dramaticamente as propriedades medidas durante o passo intermediário. Assim, ações realizadas no futuro (na terceira etapa), seriam vistas afetando os resultados das medições efetuadas no passado (na segunda etapa).

Em particular, nos últimos dois anos, equipes experimentalistas realizaram repetidamente experiências com lasers que mostram que, ajustando o passo final do experimento, é possível introduzir amplificações dramáticas no montante pelo qual o feixe de laser é desviado durante as etapas intermediárias do experimento. Em alguns casos, a deflexão observada durante a etapa intermediária pode ser amplificada por um fator de 10.000, dependendo das escolhas feitas na etapa final.

Estes resultados estranhos podem ser explicados de forma simples pelo quadro traçado por Aharonov: a amplificação intermediária é o resultado da combinação de ações realizadas tanto no passado (na primeira etapa) quanto no futuro (na etapa final).

É muito mais complicado explicar esses resultados usando interpretações tradicionais da mecânica quântica, afirma Andrew Jordan, da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, que ajudou a conceber um dos experimentos com laser.

A situação pode ser comparada à forma como o modelo heliocêntrico do Sistema Solar, de Copérnico, e o modelo geocêntrico de Ptolomeu, ambos fornecem interpretações válidas dos mesmos dados planetários, mas o modelo heliocêntrico é muito mais simples e mais elegante.
Uma das ideias "selvagens" mais recentes de Davies foi a de uma
viagem sem volta a Marte.

Consequências cósmicas
Embora os experimentos com laser estejam dando boas notícias para a equipe, Davies, Aharonov, Tollaksen e seu colega Menas Kefatos, da Universidade Chapman, na Califórnia, estão agora à procura de consequências cósmicas observáveis de informações do futuro influenciando o passado.

Um bom lugar para procurar é a
radiação cósmica de fundo (CMB), o "brilho" remanescente do Big Bang. A CMB tem ondulações fracas de calor e frio e, trinta anos atrás, Davies desenvolveu um modelo com seu então aluno Tim Bunch que descreve essas ondas no nível quântico.

Davies e Tollaksen estão agora revisando este modelo no novo arcabouço quântico.

Físicos têm ideias já bem desenvolvidas sobre como era o estado inicial do universo e como pode acabar sendo seu estado final - muito provavelmente um vácuo, o resultado inevitável da contínua expansão.

A equipe está colocando estas ideias junto com seu novo modelo para ver se ele consegue prever assinaturas características da influência do futuro na CMB que possam ser captadas pelo
telescópio espacial Planck.

"A cosmologia é um caso ideal para esta abordagem," afirma Bill Unruh, da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá. "Desde que Aharonov encontrou esses resultados tão estranhos em algumas situações, vale a pena olhar para a cosmologia."

Davies ainda não sabe se essas ideias vão produzir resultados. Mas se o fizerem, seria revolucionário.

"A coisa mais notável sobre Paul," avalia Michael Berry, da Universidade de Bristol, "é que ele tem ideias muito selvagens combinadas com extremo cuidado e sobriedade."

Este pode ser exatamente o caráter necessário para fazer um grande avanço. Pode até ser o destino de Davies, uma mescla de seu futuro e de seu passado

COMPOSTEIRA CONCEITO AUXILIA A PRODUÇÃO DE ADUBO ORGÂNICO

O conceito CompostAll, criado pela empresa norte americana Frog Design, surgiu para que os alimentos desperdiçados fossem mais bem aproveitados do que simplesmente ir para o ralo - no caso das pias com trituradores ou para o lixo. Além disso, a criação coloca uma pressão no sistema de coleta de água norte-americana “forçando” uma separação entre “lixo” e água residual.
Nos Estados Unidos a maioria das pias possui trituradores. Este tipo de instalação acaba misturando água cinza com resíduos sólidos, dificultando e encarecendo o tratamento de água dos sistemas municipais. Além do investimento necessário, o aumento de nutrientes orgânicos em um sistema aquático pode causar crescimento de algas indesejadas podendo se tornar um problema.
Dispositivos verdes, por sua definição, estão necessariamente em harmonia com o meio ambiente. A compostagem a partir de restos de comida é uma prática atemporal que remonta a milhares de anos e é uma ótima maneira para colocar bons nutrientes no solo, tornando-o fértil para o plantio. Mas, para muitas pessoas este processo é inconveniente ou desagradável de fazer.
O CompostAll é uma composteira conceito que facilita este tipo de atividade. Ele pode ser encaixado de baixo da pia da cozinha e é ligado diretamente à torneira das tubulações de águas residuais. Isso significa que é ideal para casas com pias duplas, onde todos os seus resíduos orgânicos são enviados para um dreno conectado à composteira.
Há também uma luz indicadora para mostrar quando é hora de esvaziá-lo. Esta luz torna o processo muito mais fácil de se fazer. Se a pia tiver um moedor no ralo, o tempo necessário para decompor os resíduos será drasticamente reduzido.
O dispositivo é facilmente removido e as alças duplas facilitam o transporte e esvaziamento do conteúdo para que os resíduos possam ser despejados em uma “lixeira de compostagem” maior em seu jardim. Além disso, um revestimento metálico lhe confere uma aparência elegante e ainda acelera o processo de decomposição.
Esta prática mantém os resíduos orgânicos longe de aterros sanitários e das estações de tratamento e reutiliza os nutrientes (composto orgânico) para enriquecer o solo do jardim onde podem ser cultivados os alimentos. Ele funciona como um depósito de lixo normal, é discreto e não deixa odor no local.
Este gadget verde foi submetido à Competição Greener Gadgets Design de 2009 pela Frog Design da América.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

NOTICIAS MDL - LEI DOS RESÍDUOS SÓLIDOS: PLANOS MUNICIPAIS DEVEM ESTAR PRONTOS ATÉ 2012

LEI DOS RESÍDUOS SÓLIDOS: PLANOS MUNICIPAIS DEVEM ESTAR PRONTOS ATÉ 2012  ( ENVOLVERDE)


Os planos municipais referentes à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) deverão estar concluídos até 2012, dois anos antes de começarem a apresentar os primeiros resultados gerais, segundo lembrou na quarta-feira, 24 de agosto, o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Nabil Bonduki.
Esta quinta-feira (25) é o último dia do encontro em Brasília que reúne representantes da pasta ambiental, estados e municípios com o objetivo de discutir a legislação aprovada há um pouco mais de um ano, e que representa o estabelecimento de um marco regulatório para o setor de resíduos sólidos no Brasil.
”Estamos em um momento estratégico. O momento em que cabe aos estados estimular, apoiar os municípios para fazer os seus planos integrados e para colocar em prática aquilo que é o objetivo final da política”, destacou Bonduki.
O encontro na capital federal deverá promover um balanço dos consórcios intermunicipais. “A ideia é dialogar um pouco sobre os desafios que a PNRS trouxe para os estados e municípios, as oportunidades de apoio que o governo vai continuar trazendo. A expectativa é que, ao final do encontro, tenhamos traçado os próximos passos para a área de resíduos sólidos”, projetou o diretor de Ambiente Urbano do MMA, Silvano Silvério.
“Estamos conclamando os municípios a estabelecer uma parceria mais permanente com a nossa secretaria, não só porque tem a PNRS, mas tem as políticas de ambiente urbano, como a qualidade do ar, como o acompanhamento das áreas contaminadas, e toda a política ambiental voltada às APPs e áreas de proteção urbanas”, observou Nabil Bonduki.



 




PAISES DO BASIC ( BRASIL, AFRICA DO SUL, INDIA E CHINA), PEDEM NOVA FASE PARA O PROTOCOLO DE QUIOTO APÓS 2012

Os ministros do Meio Ambiente dos países integrantes do bloco Basic (Brasil, África do Sul, Índia e China) afirmaram no sábado, 27 de agosto, que a 17ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre o Clima (COP-17) deverá priorizar as negociações em torno de uma possível nova fase do Protocolo de Kyoto (cujo primeiro período expira em 2012).

Os chefes de Estado estiveram reunidos no último final de semana em Brumadinho (MG) para debater assuntos ligados às mudanças climáticas. O encontro definiu as articulações para o evento na África do Sul e para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), em junho de 2012, no Rio de Janeiro.

Os ministros pediram que os países que assinaram o Protocolo de Kyoto trabalhem de maneira construtiva para assegurar que não haja lacuna entre o primeiro e o segundo períodos de cumprimento. O protocolo foi assinado em 1997, em Kyoto, no Japão, e o segundo período de cumprimento, a partir de 2012, deverá prever novas metas de redução de emissões dos países desenvolvidos.

Na declaração conjunta apresentada depois do encontro em Brumadinho, os ministros enfatizaram que o evento de Durban deve progredir em todos os aspectos das negociações e que um acordo sobre o segundo período de cumprimento do Protocolo de Kyoto é a prioridade central.

“Um eventual fracasso nesse sentido poderia gerar um desafio ao multilateralismo e solaparia a resposta multilateral à mudança do clima baseada em regras no âmbito da UNFCCC [Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima]”, destaca o documento.

Os ministros também ressaltaram o importante papel dos países do Basic para garantir o sucesso da Rio+20, bem como o êxito da COP-17 e da Conferência de Nova Delhi sobre Biodiversidade. A próxima reunião de ministros do grupo será realizada na China entre 31 de outubro e 1° de novembro. Na ocasião, um encontro de especialistas sobre o tema será promovido juntamente com o evento ministerial.

O encontro do Basic é o segundo em nível ministerial realizado no Brasil e foi co-presidido pelo ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Fonte: EcoDesenvolvimento - http://www.ecodesenvolvimento.org.br/posts/2011/agosto/ministros-do-basic-defendem-continuidade-do#ixzz1WZJvXBR5

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

FAPERJ INVESTE R$ 2,5 MILHÕES EM UNIVERSIDADES ESTADUAIS

Para estimular e garantir a continuidade da expansão em quantidade e qualidade da produção acadêmica nas universidades estaduais, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) anuncia, nesta quinta-feira (25), o lançamento da segunda edição do "Apoio a programas de pós-graduação stricto sensu em universidades estaduais". O investimento será de R$ 2,5 milhões e o prazo para submissão de propostas vai até o dia 20 de outubro.
Destinado a garantir o desenvolvimento e execução de projetos apresentados pelos programas de pós-graduação (PG) stricto sensu em universidades estaduais, o edital custeia a aquisição de equipamentos, materiais de consumo, serviços diversos e a execução de obras de infraestrutura. Para tanto, as propostas devem ser apresentadas por coordenadores ou coordenadores adjuntos dos programas de PG sediados nas universidades estaduais e credenciados pela Capes. Também é necessário contar com a anuência da instituição a que pertencem e apresentarem a ata de aprovação do projeto no colegiado do programa.
As propostas são classificadas em uma de duas faixas, de acordo com o montante solicitado: faixa A - de R$ 40 mil a R$ 80 mil; e B - valor inferior ou igual a R$ 40 mil. Os recursos do edital podem financiar tanto itens de capital indispensáveis à realização do projeto (como aquisição de materiais permanentes e equipamentos, e obras de infraestrutura) quanto itens de custeio (instalação de equipamentos, aquisição de componentes ou peças de reposição para equipamentos, material de consumo, aquisição de acervo bibliográfico, serviços de terceiros, pagamento de diárias e passagens e despesas acessórias de importação.
De acordo com o cronograma do edital, os interessados terão até o dia 20 de outubro para inscrever projetos e até o dia 31 de outubro para fazer a entrega da documentação impressão da proposta. A divulgação de resultados está prevista para ser feita a partir de 1º de dezembro.
Para o diretor científico da Faperj, Jerson Lima, os programas de PG na Uerj e Uenf (a Uezo ainda não conta com programas de PG stricto sensu) apresentaram uma evolução muito consistente no último triênio de avaliação pela Capes. "Pela primeira vez, a Uerj passa a contar com um programa com conceito 7, e um número muito importante de programas com conceitos 5 e 6, tidos como muito bons ou de excelência. Também o estado, como um todo, teve um crescimento relevante de sua PG, respondendo hoje por 21,27% dos programas com conceitos 6 e 7 em todo o País".
As instituições fluminenses concentram 65 dos programas de pós-graduação avaliados com conceitos 6 ou 7 da Capes, o que corresponde a 21,27% de todos os cursos de excelência do País. De acordo com os dados divulgados, os cursos com conceito 6 saíram de 32 (9,58%) para 41 (12,2%). Já os cursos com conceito 7, que eram 17 (5,09%), agora são 24 (7,12%). Na outra ponta, aqueles com conceito 3 - grau mínimo para obter a chancela da Capes - decresceram em número. Se antes eram 103, correspondendo a 30,84% dos cursos, agora correspondem a 81 ou 24% dos cursos recomendados no Estado. Os de conceito 4, por sua vez, saíram de 107 (32,04%) para 117 (34,7%); os de conceito 5 passaram de 75 (22,46%) para 74 (22%), haja vista o crescimento daqueles com conceito 6.
O Rio de Janeiro é a segunda Unidade da Federação com a maior quantidade de programa de pós-graduação - 337 (incluindo os cursos de mestrado profissional), atrás apenas do estado de São Paulo. Fonte: Agência Faperj